CNTA participa de campanha contra o abuso sexual de crianças e adolescentes

26 de Novembro de 2015 / 0 Comentários
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A CNTA - Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos participou nesta terça (24), em São Paulo, da divulgação de uma pesquisa sobre exploração sexual infantil nas estradas. A pesquisa foi realizada pela Childhood Brasil, instituição fundada pela rainha Silvia da Suécia (a rainha é brasileira).

“Somos completamente solidários e disponibilizamos nossa rede de sindicatos para servir de canais de conscientização, principalmente durante o recadastramento, já que todos os caminhoneiros autônomos terão que comparecer nos Pontos de Atendimento”, informou Alziro da Motta, advogado da entidade.

A pesquisa revelou que a melhoria nos pontos de parada reflete diretamente no combate à essa conduta criminosa. “Essa é mais uma luta da CNTA: locais dignos de parada para os caminhoneiros com segurança, serviços de saúde e lazer comprovadamente coíbem a exploração sexual”, complementou Motta.

O autônomo está numa situação muito mais vulnerável, ficando suscetível às questões éticas, morais, sociais, econômicas e políticas, de acordo com a pesquisa.

Sobre a vida na estrada, a pesquisa mostra que quando estão parados, esperando por carga ou descansando na viagem, os caminhoneiros preferem dormir (73%), conversar com os amigos (70,1%), assistir televisão (44,6%), navegar na Internet (32,2%), fazer sexo (26,8%) e beber (20,7%). Em 2010, fazer sexo era a quarta atividade mais citada; em 2005, a sexta opção mais frequente.

Quando perguntados sobre o que deveria haver nos lugares de parada de parada e descanso, as demandas dos caminhoneiros continuam sendo por questões básicas. Em 2015, 83,9% dos caminhoneiros indicaram a necessidade de banheiros limpos; 56,8% de comida barata; 56,2% de comida boa; 45,1% de sala de TV; 42,8% de atendimento médico/dentário; 32,2% de bons quartos para dormir; 34,2% de sala de jogos; 31,9% de Internet; e 30,9% de local para atividade física.

Cai o número de caminhoneiros que dizem ter usado prostituição infantil

Caiu o número de caminhoneiros que relatam ter feito sexo pago com menores de 18 anos, segundo pesquisa que a Childhood Brasil divulgada nesta terça (24). Entre os entrevistados, 87,3% disseram que nunca fizeram programas com crianças ou adolescentes –a taxa era de 82,1% em 2010 e de 63,2% em 2005.

CAMINHO ERRADO
Os motivos para não sair com menores são a percepção de que é errado e a posição contrária à prática. As regiões onde há mais exploração de crianças e adolescentes, de acordo com os motoristas, aparecem na mesma ordem dos levantamentos de 2010 e de 2005: Nordeste (79,2%), Norte (34,6%), Sudeste (10,2%), Sul (6,3%) e Centro-Oeste (5,8%).

Em 2015, 95% dos entrevistados concordaram que a prostituição é comum nos postos e estradas por onde andam e 79,1% afirmaram ser comum ver meninos e meninas menores de 18 anos sendo explorados Em 2010, esses valores eram 98,5% e 89,6%; e, em 2005, 99,2% e 93,7%, respectivamente. Trata-se do primeiro forte indicador de redução da percepção da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas nos últimos anos.

 “A pesquisa mostra que já houve grandes avanços na conscientização por parte dos caminhoneiros e empresas em relação ao tema”, explica Eva Dengler, gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil.

Leia mais sobre os dados da pesquisa aqui

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