Coisas que "acontecem" em BH, mas que não deveriam. Perda de voo com prejuízos.

17 de Julho de 2014 / 1 Comentários
A- A A+

 

                            POR* José Aparecido Ribeiro   

 

 

Quarta-feira dia 16/07, sai de casa 6:30hs com o check-in pronto para embarcar as 8:15hs em Confins. Ou seja, com 2 horas de antecedência, tempo mais do que suficiente para chegar no aeroporto com folga e ainda tomar um café. Porém, ao pegar a Av. Cristiano Machado entre o Anel Rodoviário e a Av. Waldomiro Lobo, foram gastos 50 minutos para vencer menos de 3 km. O transito encontrava-se parado, sem nenhuma razão especial, se não o fluxo de veículos e a ausência do poder público que deveria zelar pela fluidez da via. Ela, sinais e os veículos estão à própria sorte ali e em mais de 150 pontos da cidade.

Infelizmente, mesmo tomando a precaução de sair com 2 horas de antecedência e fazer o check antecipado, acabei perdendo o voo, o compromisso em Uberaba, algumas horas de vida em virtude do estresse, e a passagem no valor de R$260,00. Fui obrigado a comprar outro bilhete, embarcar as 9H para Campinas e chegar no meu destino, às 15:30hs. Como eu, consegui identificar 4 outros passageiros que ficaram presos no mesmo gargalo crônico e que também perderam seus compromissos. A quem devemos reclamar, se fizemos o reza a cartilha?

Tudo isso poderia ser evitado, se a empresa municipal de transito tivesse, na manga, enquanto as obras de eliminação dos 13 gargalos que  desafiam a lógica e o bom senso na Av. Cristiano Machado não acontecem, um plano de contingência que evitasse os engarrafamentos. Bastariam 3 agentes de transito treinados e motivados em cada cruzamento, conscientes do seus papéis para que os prejuízos fossem evitados neste em mais de 50 gargalos iguais a esse, espalhados pelos corredores de transito da Capital.

Recolhido à minha insignificância, consciente de que o desabafo será em vão e contabilizando o prejuízo, lembro apenas que hoje sou eu, amanhã outros cidadãos inconformados com a inoperância da PBH, e depois de amanhã talvez você, que me lê. Certo é que, estas e outras coisas mais ou menos absurdas "acontecem". Com efeito, em BH elas não deveria não acontecer, se no lugar de desculpas e planos importados que não se aplicam na topografia e no clima da cidade, fossem substituídos por soluções de engenharia, uma dose de ousadia e competência.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

ONG SOS Mobilidade Urbana

CRA MG 08.0009/D

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião de Revista Entrevias. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Revista Entrevias poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.