Peso em alta

Estudo aponta que mais de 60% dos brasileiros estão acima do peso, e obesidade mais que dobrou em menos de duas décadas

Saúde / 20 de Março de 2026 / 0 Comentários

Seis em cada dez brasileiros vivem atualmente com excesso de peso.

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Seis em cada dez brasileiros vivem atualmente com excesso de peso. É o que revela a série histórica da pesquisa Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde que monitora fatores de risco e proteção para doenças crônicas no país. Os dados mais recentes indicam que 62,6% da população adulta apresentava sobrepeso ou obesidade em 2024, um crescimento expressivo em comparação a 2006, quando esse percentual era de 42,6%.

 

O aumento é ainda mais acentuado quando se observa apenas a obesidade, considerada a forma mais grave do excesso de peso. Nesse período, a prevalência praticamente dobrou, passando de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. O avanço ocorre de forma contínua ao longo da série histórica e é observado tanto entre homens quanto entre mulheres e em diferentes faixas etárias.

Especialistas apontam que o crescimento está ligado a mudanças no estilo de vida da população, como maior consumo de alimentos ultraprocessados, rotina mais sedentária e redução da prática regular de atividades físicas. 

 

O excesso de peso é definido quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 25, enquanto a obesidade é caracterizada por IMC igual ou maior que 30. Esses fatores aumentam o risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.

Os dados fazem parte do sistema de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde, que realiza anualmente entrevistas por telefone com adultos das capitais brasileiras para mapear hábitos de saúde e comportamentos da população. As informações ajudam a orientar políticas públicas de prevenção e promoção da saúde, além de subsidiar metas nacionais de combate às doenças crônicas não transmissíveis.

 

Outro ponto de atenção salientado pelos estudos é o impacto do excesso de peso no sistema de saúde. Doenças associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer estão entre as principais causas de internações e de mortalidade no país. O aumento desses casos também representa maior pressão sobre os serviços públicos e privados de saúde, elevando custos com tratamento e acompanhamento médico.

 

Diante desse cenário, especialistas e gestores públicos defendem o fortalecimento de políticas voltadas à promoção de hábitos saudáveis. Entre as medidas consideradas estratégicas estão o incentivo à prática de atividades físicas, o acesso ampliado a alimentos in natura e minimamente processados, além de campanhas educativas sobre alimentação e qualidade de vida.

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