Rodovias melhores?
Pesquisa CNT revela mais trechos com avaliação ótima ou boa e menos com classificação ruim ou péssima
O ano de 2025 foi encerrado com uma boa notícia para o transporte rodoviário de cargas: a 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada em 17 de dezembro pela Confederação Nacional dos Transportes, revelou uma melhora no estado geral das estradas bra
O ano de 2025 foi encerrado com uma boa notícia para o transporte rodoviário de cargas: a 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada em 17 de dezembro pela Confederação Nacional dos Transportes, revelou uma melhora no estado geral das estradas brasileiras. Houve avanço nos trechos considerados ótimos ou bons - passando de 33% em 2024 para 37,9% no ano passado - e recuo na extensão, classificada como ruim ou péssima - de 26,6% para 19,1% no mesmo confronto.
O estudo mais recente avaliou 114.197 km de rodovias pavimentadas (2.344 km a mais do que no anterior), abrangendo todas as vias federais, todas as concedidas e as principais rodovias estaduais do país.
“Esta edição comprova que investimentos em infraestrutura geram resultados concretos. Reconhecemos os avanços recentes e os esforços do poder público para ampliar e qualificar a malha rodoviária brasileira. Já é possível perceber uma retomada no ritmo necessário de investimentos, mas é fundamental mantê-lo e ampliar ainda mais os recursos destinados ao setor”, afirmou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
Aspectos avaliados
Para conhecer o estado geral das rodovias analisadas, foram observadas as três principais características da malha rodoviária: pavimento, sinalização e geometria da via. A partir daí, a pesquisa avaliou variáveis como condições do pavimento, das placas, do acostamento, de curvas e de pontes, considerando-as ótimas, boas, regulares, ruins ou péssimas.
No ano passado, o pavimento foi apontado como ótimo em 32,5% da extensão estudada e como péssimo em 4,5%. A sinalização estava ótima em 16,8% e péssima em 6,4%. Já a geometria da via foi classificada como ótima em 20,8% do trecho e péssima em outros 13,2%.
Em relação aos pontos críticos - definidos como situações atípicas que interferem no fluxo normal de veículos e oferecem riscos à segurança dos usuários -, houve uma redução de 12,3% em 2025, quando foram feitos 2.146 registros. Em 2024, eles totalizaram 2.446, de acordo com o levantamento da CNT.
Conforme consta no último estudo, o Maranhão foi o estado com o maior número de pontos críticos (485), seguido pelo Acre (248) e por Roraima (212). Em Minas Gerais, foram registrados 128. Já o Distrito Federal e o Mato Grosso do Sul se destacaram positivamente, com apenas um e dois registros, respectivamente.
Avanço na segurança
Outro recorte da Pesquisa CNT de Rodovias mostrou que tanto as vias de administração pública quanto as concedidas tiveram melhorias no estado geral. Entre as que são geridas por entes privados, apenas 618 km foram avaliadas como ruins em 2025, uma queda de 61,6% em relação ao ano anterior (1.609 km). Nas rodovias públicas, a redução foi de 23,3%, passando de 21.630 km para 16.594 km.
“As concessões realizadas em 2025 foram decisivas para melhorar a qualidade das rodovias brasileiras. Elas trouxeram investimentos em manutenção e modernização, aumentando a segurança e o conforto dos usuários. Esse modelo complementa os esforços do poder público e garante vias melhores para o desenvolvimento do país”, disse Vander Costa.
Custo do transporte
De acordo com a CNT, a pesquisa evidenciou que a má qualidade do pavimento eleva, em média, em 31% o custo do transporte rodoviário no Brasil, com um desperdício anual de R$ 7,2 bilhões.
Na segurança viária, o efeito da infraestrutura ruim é ainda mais grave. Entre 2016 e 2024, foram registrados mais de 650 mil acidentes nas rodovias federais, com mais de 43 mil mortes.
“Quando a gente fala de impacto no transporte, a gente tem um impacto para toda a sociedade, porque o transporte move o Brasil. O transporte move todas as economias do nosso país. Então, é por isso que, quando a gente tem um impacto na qualidade da rodovia, ocorre um impacto no custo do transporte e, por consequência, nos produtos que estão nas prateleiras de supermercados e na competitividade internacional do nosso país”, ponderou a diretora-executiva da confederação, Fernanda Rezende. (Com as agências Brasil e CNT Transporte Atual)
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