Água também no frio

24 de Agosto de 2026 / 0 Comentários

Traçar estratégias pode ajudar a manter o hábito, como andar com a garrafa

A- A A+

Mesmo no inverno, manter a hidratação é essencial para preservar a função
dos rins, reduzir o risco de cálculos renais e evitar sobrecarga no organismo

 

No inverno, a sede costuma diminuir e, com isso, muita gente passa a beber menos água. O problema é que a sensação de menor necessidade não significa que o corpo precise de menos líquidos. Ao contrário: ar mais seco, banho quente, calefação e menor percepção de sede podem favorecer a desidratação e aumentar o risco de doenças renais, como cálculos, infecções urinárias e piora da função dos rins.

A recomendação de consumo varia conforme peso, idade, atividade física, clima e condições de saúde. Uma forma simples de calcular a necessidade diária é usar a faixa de 30 a 35 mililitros de água por quilo de peso corporal. Assim, uma pessoa com 60 kg tende a precisar entre 1,8 L e 2,1 L por dia; alguém com 70 kg, entre 2,1 L e 2,45 L. Em dias de exercício, calor dentro de ambientes fechados ou febre, a demanda sobe.

Outra forma prática é observar a urina. Cor muito escura e pouca frequência ao urinar podem indicar ingestão insuficiente de líquidos. Já uma urina clara, em volume regular, costuma ser um sinal de hidratação adequada. Pessoas com doença renal crônica, insuficiência cardíaca, cirrose ou restrição médica de líquidos devem seguir orientação individualizada.

Para quem tem dificuldade de manter o hábito, algumas estratégias ajudam. Distribuir a água ao longo do dia é mais eficiente do que tentar beber grandes volumes de uma vez. Vale usar garrafa de fácil acesso, metas por horário e lembretes no celular. Também ajuda associar o consumo a rotinas já existentes, como ao acordar, antes das refeições, ao tomar remédios e antes de dormir.

Alimentos ricos em água também colaboram. Frutas como melancia, melão, laranja e morango, além de sopas, legumes cozidos e saladas, aumentam a ingestão hídrica total. Chás sem açúcar podem ser alternativa em dias frios, mas não devem substituir toda a água do dia. Café e bebidas alcoólicas, por outro lado, não são equivalentes à hidratação ideal.

Uma regra útil é dividir a meta diária em pequenas porções. Se a pessoa precisa de 2 L por dia, por exemplo, pode pensar em cerca de oito copos de 250 mL ou em uma garrafa de 500 mL preenchida quatro vezes. O importante é tornar o consumo visível e alcançável, em vez de depender apenas da sede.

Cuidar da hidratação no inverno é uma medida simples, barata e preventiva. Ao manter a ingestão de líquidos em dia, o organismo ajuda os rins a filtrar melhor as substâncias do sangue, reduz o risco de formação de pedras e favorece o equilíbrio geral do corpo.

 

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião de Revista Entrevias. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Revista Entrevias poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.