Reforço na segurança viária
Lançado em Belo Horizonte, programa reúne instituições públicas e privadas para antecipar riscos nas estradas, orientar intervenções e reduzir mortes e ferimentos graves no trânsito
Lançado em Belo Horizonte, programa reúne instituições públicas e privadas para antecipar riscos nas estradas, orientar intervenções e reduzir mortes e ferimentos graves no trânsito
Medidas para prevenir acidentes, identificar pontos vulneráveis da infraestrutura rodoviária e reduzir mortes e lesões graves no trânsito foram debatidas em julho, em Belo Horizonte, durante o lançamento do Programa Conviver em Minas Gerais. O Sistema Transporte participou do encontro ao apresentar estudos e iniciativas da CNT voltados ao fortalecimento da segurança viária.
Na abertura, a gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, ressaltou a responsabilidade do setor de transporte na preservação de vidas e defendeu a educação como um dos pilares para um trânsito mais seguro. “Nenhuma pauta nos convoca com tanta força quanto a segurança viária. Para quem move o país, cada trajeto carrega uma responsabilidade que vai muito além da carga ou do destino: carrega vidas”, afirmou.
Danielle também destacou a necessidade de levar o tema ao ambiente escolar como estratégia para promover mudanças duradouras de comportamento. “Levar a educação para a segurança viária e a segurança viária para dentro da escola é investir na única transformação que se perpetua: a que se forma nas pessoas”, acrescentou.
Dados para decisão
No painel “Projeto Conviver e Segurança Viária”, o gerente executivo de inteligência em transporte da CNT, Tiago Veras, apresentou levantamentos desenvolvidos pela confederação, entre eles a Pesquisa CNT de Rodovias e o Painel CNT Rodovias que Perdoam.
Ao detalhar os resultados, Veras destacou que as rodovias concedidas apresentam melhores condições gerais do que os trechos sob gestão pública. Ele também abordou o Índice de Perdão, indicador que mede a capacidade da infraestrutura rodoviária de reduzir a gravidade dos acidentes e suas consequências para os ocupantes dos veículos.
Participaram ainda do debate o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alex Antônio de Azevedo Cruz; a diretora técnica da Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), Isabela Baruffi; o superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais, inspetor Fábio Jardim; o diretor executivo da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Giusti; e o diretor de Operações da EPR, Carlo Framarim, que mediou o painel.
Prevenção antes do acidente
O evento também marcou o início da aplicação da metodologia do International Road Assessment Programme (iRAP) em trechos críticos sob administração do Grupo EPR. A ferramenta analisa as características físicas das vias, classifica os níveis de risco e orienta intervenções preventivas, sem depender da ocorrência prévia de acidentes.
O uso da metodologia no Brasil é compatível com iniciativas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que emprega o iRAP para levantar dados, classificar segmentos rodoviários por estrelas e identificar necessidades de melhoria voltadas à segurança dos usuários.
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