Nova fase

08 de Julho de 2026 / 0 Comentários

Duplicação da BR-381 finalmente sai do papel no trecho mais crítico da rodovia em Minas

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A duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Caeté começou a dar passos concretos em 2026, marcando uma nova fase para uma das rodovias mais perigosas do país. Considerado o trecho mais complexo de toda a obra, ele passa a receber intervenções após autorização formal do governo federal e avanço dos projetos executivos.

A ordem de serviço para o início das obras foi assinada pelo Ministério dos Transportes em 30 de março de 2026, liberando investimentos que integram um pacote superior a R$ 1,4 bilhão em rodovias federais em Minas Gerais. Segundo a pasta, a duplicação da BR-381 é estratégica para a logística nacional e para o escoamento da produção industrial do estado.

O trecho entre a capital mineira e Caeté Ð historicamente marcado por congestionamentos e alto índice de acidentes Ð é tratado como prioridade. Dividida em dois lotes (8A: Caeté-Ravena, 18 km; 8B: Ravena-BH, 13,4 km), a obra dependeu da conclusão de projetos executivos e de soluções para desapropriações, incluindo a realocação de cerca de 800 famílias às margens da rodovia.

A expectativa inicial do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) era iniciar os trabalhos no primeiro semestre de 2026, com liberação gradual das frentes de obra conforme os projetos fossem aprovados Ð lote 8A em abril, lote 8B no segundo semestre. Em pontos como entre Ravena e Caeté, intervenções já começaram a ser mobilizadas, enquanto outros trechos avançam em etapas preparatórias.

Mesmo com o início das intervenções estruturais, há esforço paralelo para melhorar as condições atuais: a ANTT autoriza a concessionária Nova 381 a assumir a conservação do trecho de 30 km antes da duplicação completa, com serviços de pavimentação, sinalização e segurança viária. A medida reduz riscos imediatos em um corredor conhecido como “Rodovia da Morte”.

A complexidade do projeto explica os atrasos sucessivos: traçado sinuoso, ocupação urbana irregular e obras de engenharia de grande porte (viadutos, passarelas, passagens inferiores) tornam o trecho o mais desafiador. Ainda assim, o governo federal aposta em execução progressiva para avanços visíveis nos próximos anos.

 

HISTÓRICO

A duplicação não se limita ao trecho metropolitano. Ao longo dos cerca de 303 km entre Belo Horizonte e Governador Valadares, a rodovia está sob gestão da concessionária Nova 381 (4UM Investimentos), responsável por R$ 9,3 bilhões em investimentos em 30 anos, incluindo duplicação de 134 km, faixas adicionais e melhorias.Enquanto as grandes obras não avançam em toda a extensão, a concessionária mantém ações de manutenção, sinalização e atendimento ao usuário para reduzir acidentes e melhorar a fluidez em um principal corredor logístico de Minas Gerais.

 

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